Sabe aquela sensação de ver o fantasioso, a mentira e conseguir enxergar o real, e mesmo assim deixar o fantasioso te afetar?
That’s my world.
Em tudo que acontece, me deixo levar pela fantasia, pelo mundo da minha pele e ignoro o que eu realmente sei. Que não é nada daquilo, que sei que tudo vai dar certo e que eu não estou perdido.
Não estou perdido. Vai tudo dar certo. Não é nada daquilo.
Mas a vida não é sempre como a gente quer e mesmo bem, mesmo mal eu sei que tudo vai acabar uma hora e tudo vai ficar no mínimo mediano.
Todas essas dúvidas pelas quais minha cabeça anda em tormentas são desnecessárias porque sei que no futuro vai dar tudo certo. Vou ser feliz.
A Renata – consequentemente, eu – diz que eu me cobro demais, que meus padrões de vida são elevados e que eu não preciso ser assim. Que eu quero tanto ser extremamente feliz que ignoro as coisas do presente. Penso tanto no futuro que não sinto o agora. Eu sei disso – é disso que eu to falando, de ver o real e viver o faz-de-conta.
Mas é tudo. TUDO.
Pior que geralmente as pessoas acham que eu vivo na fantasia porque é mais fácil, dói menos. Pelo que eu escrevi, não é. Antítese. É que minha estorinha de fadinhas e duendes não é bem assim, é mais um “eu tenho que” do que um “era uma vez”.
Um dia aprenderei a viver a fantasia boa, sem me deixar ficar à deriva. Preciso de uma âncora!
Pensarei sobre as coisas da minha vida depois de terça-feira. Agora não é hora disso. Não deveria nem ter escrito isso, e nem sei o porquê de tê-lo feito. Medo do futuro.
beijos, mundo. Instrumental me chama, talvez, por nada.
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