Há quanto tempo eu quero escrever algo nesse blog, e tenho preguiça, ou aquela sensação de que o texto não sairá tão bom quanto quando você o constrói na cabeça, o quanto você planeja, monta, desmonta, encaixa, corta e cola. Ao invés disto eu apenas repostava algum post que vi em algum outro blog, por alguma preguiça.
Don’t you think that maybe, this time you were wrong?
Eu queria ser aqueles pseudo-escritores, que escrevem alguma coisinha ali e acolá. Que conseguem causar arrepios nas pessoas que o lêem. Talvez os arrepios sejam falsos – ou sejam até propositalmente causados pelo inconsciente da pessoa que quer sentí-los. (Quase) como quando você assiste um filme triste, e todos ao seu redor estão chorando. Em desolation and dispair. E você não está sentindo nada… começa a compenetrar na história e pensar em algo triste pra não ficar… desencaixado.
É basicamente isso que eu estou sentindo agora, “desencaixidão”; não me sinto mais encaixado nas particularidades dos outros, não me sinto incluído em vários assuntos, e não quero mais. Mas ao mesmo tempo sei que ainda não bato com as peças do puzzle que quero fazer parte. Sou uma peça de um quebra-cabeça em outro.
O pior de tudo, é que quando você está com um problema que parece não ter solução aparente, a mesma está lá, pulsando, te mandando sinais de que existe. Mas você ignora este sinais, porque sabe que este caminho que ela sugere é doloroso, e matará muitas opções que a vida ainda lhe oferece. E ainda sim você sabe que este caminho é melhor para você, e para as pessoas ao seu redor, mas você não o escolhe, pelo menos, por enquanto.
You go to hell, for what your dirty mind is thinking.
Quando você não acredita mais em uma religião itself, é fácil dizer coisas como… “Deus que se foda!” ou então você se priva de certas expressões como “pelo amor de Deus!” ou “graças a Deus!”. O agnosticismo lhe dá certas vantagens, como poder se livrar da culpa da ausência semanal religiosa. Mas mesmo assim, você sabe que ainda acredita num Deus, mesmo que O mesmo não acredite em você, pelo menos, é o que lhe dizem seus representantes na Terra.
But I’m busy mending broken pieces of the life I had before
Talvez eu nem queira mais procurar os pedaços dos momentos antigos, pois estes, eu já nem lembro mais da sensação de estar vivendo-os. Minha vida mudou bastante nos últimos… [pausa para contagem] Ah, sei lá, meses. Mas mudou pra melhor, muito melhor. E como toda mudança tem seus prós, também trás seu revés, na coleira, arfando e babando enquanto caminha pela calçada da minha vida, latindo para todos que ousam passar, mostrando seus dentes afiados e seu peitoral musculoso de um pitbull irado. Tá, eu sei que essa foi uma metáfora mui idiota, mas foi necessária para expressar de como essa quebra em mil pedaços da minha vida está sendo para mim. As outras pessoas, que se danem, elas nunca entenderiam o que eu estou passando, o máximo que fazem – e as amo por fazerem – é dizer o quão impotente se sentem ao ouvirem meus problemas. Me sinto até mal de usá-las, pois sei que não podem fazer nada, sei que só estão ouvindo pois me amam – algumas até se fingem de interessados, outros até são honestos e não se metem. Porém é tão bom desabafar e por tudo pra fora nas roupas de outra pessoa.
When will this loneliness be over?
Não é bem loneliness. É uma carência desenfreada que não há motivos carnais que lhe curem. É uma carência afetiva. Eu sou aquele tipo de pessoa que tem praticamente um orgasmo quando ouve um “eu te amo” e que precisa disso para viver. Mas não aquele “te amo” de “bom dia”, aquele especial.
Hit me right between the eyes, I wanna see the stars
Preciso que as pessoas párem de me dar ombro, de me dar apoio quando não preciso. “Erros trazem acertos“, já dizia minha vó querida que hoje nem lembra mais quem eu sou. Eu preciso de uma realidade escancarada, eu preciso eat the pussy of reality. Tudo e todos vêm com eufemismos e metáforas, não! A realidade para mim, agora e sempre.
No mais, eu quero o que tantas 7 bilhões de pessoas tentam, dizem que conseguem, e outras cometem suicídio: Eu quero ser feliz.
Yu, te amo!