Argh, to cansado já desse sentimento bate-volta que vive me acometendo. VAZIO.
De repente, sinto-me atingido por ele, e nada mais quero. Ou pelo contrário, tudo quero e nada posso.
Todos os defeitos que não possuo vêm a tona – detalhe para como eu me referi: eu poderia ter dito “todas as minhas qualidades somem”.
Impaciência, futilidade, desmotivação, ganância, inveja, tristeza, choro…
Afasto-me de todos os meus amigos, a quem me dão suporte nesses momentos, me irrito facilmente com atitudes que julgo, agora, infantis mas que em momentos normais consideraria apenas brincadeiras inofensivas.
Deixo de olhar para o que eu tenho, e começo a encarar o que eu NÃO tenho. Caramba, sou fútil mesmo. Quero tudo tudo tudo e mais, e quando eu consigo eu logo enjoo, largo, destruo ou desprezo. Não aguento mais!
Essa minha apatia é passageira, todos sabem, mas às vezes simplesmente queria deixar de sentí-la, nunca mais! É um desejo que eu anseio por tudo que há na minha vida, e sei que nunca vou ter. Ou vou, que seja, mas não será num futuro muito próximo.
Sabe o Toque de Midas? Então, o meu é a sua antítese: tudo que eu toco vira merda. Consigo destruir tudo que construí, tudo que os outros conseguiram construir, e não me sinto nada agradável com isso, aliás, quem se sentiria? Não consigo evitar, é mais forte do que eu nesses momentos desprovidos de graça.
Chega uma hora que até um pelo flutuante de meu cão me irrita tanto, mas tanto que eu grito. Um erro de digitação, uma letra, me faz arrancar cabelos. Um minuto perdido de reflexão é pura perda de tempo. Queria dormir e nunca mais acordar, afinal, voltei a ter um sonho que eu tenho desde pequeno: morro, e como espírito visito todas as pessoas que eu amava, que eu considerava, e via como elas reagiam à minha morte – egocentrismo comanda aqui – e mesmo sem poder interferir em suas vidas, não sei o porquê de isso ser tão importante pra mim, o SER importante para alguém. Eu nem sei o motivo de escrever nesse blog, já que nenhum amigo vem pessoalmente e diz algo do tipo “poxa, li seu texto no seu blog e me identifiquei, pode ficar calmo, eu te ajudo com isso, é normal…” ou menos ainda como “eu li seu texto, legal”. Até dizem, sabe, mas eu queria algo mais substancial.
Desmotivação de viver é o que manda na minha vida, acho que eu só vivo, ando, como e durmo hoje por alguns motivos e pessoas, que, até mesmo por pretensão sei que sentiriam minha falta – aí que vem aquele pensamento maldito “ou não”.
Caramba, prometi que não iria mais chorar nesses textos depressivos, mas não dá sabe, eu to me sentindo tão mal, mas tão mal, que é capaz da minha mente bloquear tudo isso e quarta-feira, na psicóloga eu não conseguir dizer nada, apenas chorar e chorar e ela ficar preocupada, e pera aí: ela tem oito anos de profissão e tá preocupadíssima – nas suas próprias palavras – com minha depressão? Então deve ser algo mesmo sério, mas não demonstro! Nem mesmo a mim, quanto mais aos meus amigos.
Mas só eu sei, ou uma parte minha sabe o quanto eu to mal, quebrado, vazio.
Já dizia Brandon Flowers, “Time cure hearts”. Resta esperar. Esperar.. Esperar…
O que eu estou esperando? Ninguém pode me dizer, é segredo!
Cara, acabo de descobrir por puro “acaso” seu blog, não li ainda todos os teus textos, alias, apenas 2 ou 3 deles, mas já te digo q me identifico de mais com vc… (infelizmente?)… Achei muito – legal – seu modo de escrever.. as vezes também me dá vontade de escrever, pra colocar as “mágoas” para fora, mas quase sempre o cansaço sobrepoe-se a depressão… acredito q escrever seja uma boa terapia, mas, sei lá…. um abraço, vou continuar lendo seus posts.
Porra, descreveste meu atual estado.
Não sei se devo te agradecer.
Pelo menos é bom saber que eu não sou o único que sofre dessas coisas.