Engraçado como apenas olhares numa festa conseguem fazer como eu me sinta escória. Incrível, na verdade. É nessas horas que se vê o quanto pseudoavançada é sua mente: acha-se que sua mentalidade é algo fora dos padrões, que o pensar é totalmente diferente da maioria das pessoas, que se não é maduro, é muito próximo disso, e que escorrega por pequenos detalhes.
Mas não dessa vez, dessa vez foi um tombo. Encontro comigo levantando agora, escrevendo. Mas não sei se vou conseguir ficar de pé tão rápido, e por um motivo tão banal!
Autoestima que andava tão alta, hoje caminha em curtos passos. Quiçá para trás.
Continuo achando incrível minha cabeça conseguir ser tão infantil em questões do coração. Do coração metafórico, é claro. Incrível.
Foram apenas olhares – muito trocados. Um beijo – não meu. E os olhares – que não pararam. Continuaram por horas a fio. Hora de se tomar alguma atitude, criança. Atitude tomada. Falha crítica: Negação. Incoerência. Olhares. Olhares. Opa, olhares. Incoerência.
Foi o suficiente. Me arrastou e não sei o motivo de estar no estado que eu estou aqui. Nem estou na minha casa para escrever isso com mais calma, muito menos sozinho.
Não sei. Não sei o motivo de nada. Sou um ignorante nesses assuntos. Sinto inveja daqueles, que conseguem ter sorte no amor, azar no jogo. O jogo da vida.
Dependência
30 Julho 2009 por yurib