Eu sinto como se uma enorme pedra tivesse sido posta no meu caminho. A contorno, a circungero, mas a cada passo que dou o mundo trata de girar a pedra pro lugar de origem. Sinto como se eu e todo mundo estivéssemos em um labirinto mas que a cada curva que eu faço eu me perco de alguém.
O escorpião parece pedir seu preço mesmo padecendo de credibilidade. O meu eu cético manda pisá-lo. O meu eu pisciano manda acolhê-lo. É tempo, afinal, de se perder pra se achar. De se achar pra se perder de propósito. De amar pra desgostar. De odiar para perceber que, no fim, nada vale a pena e que tudo aquilo que sempre prezei e sempre desprezei tem valores invertidos. Sinto como se nada que eu pensasse tivesse valor confiável. Afinal, o que teve importância ontem já não tem sua estima hoje tão bem enraizada em mim. E amanhã é como todos os amanhãs: um certo incerto cheio de tudo e com os sentimentos mais confusos possíveis. Uma triste realidade para alguém como eu que se isola desproposital e propositalmente. Estou me perdendo para me achar – as esperanças nunca morrerão assim como o “se”.
