“O momento em que você consegue se visualizar livre das coisas que te seguram no lugar, é o momento em que você começou a se libertar de fato.”
Autor desconhecido.
Tenho tido muitos pensamentos a respeito de uma antiga frase minha, título de um site de relacionamentos que nem uso mais – pelo meu próprio bem, abandonei-o há um tempo, e, para minha surpresa, descobri recentemente que todos os meus antigos amigos o deixaram de usar há um tempo menor. A frase era a seguinte: “A angústia é o resultado da perda de intimidade de um homem consigo mesmo.”. O momento em que a vivia era, de fato, angustiante ao extremo. Olho para esse passado e fico surpreso e feliz pelo momento que vivo hoje. Antigas pessoas, que nada me acrescentavam – vejo isso hoje -, eram tidas como indispensáveis. Hoje vivo outra coisa que não sei começar a explicar. Falta ar. Não é, de fato, empolgante, mas é algo totalmente novo. Parece que me deram óculos com o meu grau exato e eu consigo enxergar perfeitamente – não esses pares normais que não basta o melhor oftalmologista para prescrevê-los: eles sempre serão errados e existirá alguém que enxerga mais longe.
Venho informar a mim mesmo que aquilo tudo parece completamente ridículo, mas é reiterado por muitos, é dito, é sabido, é triste, é feliz, é vergonhoso, é amedrontador, é digno de pena, é ilusório, é perfeito: o baque é maior. Parece meio contraditório, mas é um ponto a mais para ser mais perfeito. Finalmente, livre.
